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CONTA-ME O QUE FAZES

Imagem retirada da internet

Sou, por natureza, um curioso!
Ao contrário de outras pessoas, não espero para saber as coisas. Vou procurar saber. Aconteceu-me assim em toda a minha vida: pessoal, académica e profissional.
Vem isto a propósito de uma interrogação minha acerca do muito pouco que se sabe, publicamente, da actividade política local nos 4 anos que medeiam campanhas eleitorais.
Há dias o Miguel Summavielle "repreendeu-me" por ter feito uma observação acerca da actuação dos IPF, dizendo-me mal informado.
Reflectindo sobre isso admito, sem dificuldade, que há factos a que não consigo aceder. Rejeito, no entanto, a maior parte da culpa porque sei aquilo que me esforço por receber a informação acerca da minha terra (e não só).
As redes sociais são uma fonte que já provou ter considerável enviesamento da qualidade (da veracidade, mesmo) daquilo que transmitem. Isso obriga-nos a aplicar um filtro extra àquilo que lá lemos ou vemos.
O site oficial do município, por exemplo, é de uma pobreza assinalável e não representa o concelho da melhor forma nem pela imagem que transmite nem pela informação que disponibiliza. 
Finalmente, os partidos políticos, actores de muita da actualidade concelhia só comunicam com os eleitores quando em campanha. Após o acto eleitoral, fecham a "loja".
Eu sei que os orçamentos das estruturas dos partidos (e por maioria de razão dos movimentos de independentes, também) não dão para contratar assessores de imprensa mas sou dos que acredito que dá para fazer bastante mais do que o que se faz.
Claro que temos os blogues (este meu lugarejo é um exemplo) mas muito do que aqui se escreve resume-se a visões pessoais e opiniões não havendo, normalmente, a preocupação de informar. O contraditório é feito através de comentários, muitas vezes a coberto do anonimato, e que são, eles também, carregados de subjectividade e sobejamente parciais.
O aparecimento do Jornal "Notícias de Fafe" e a novíssima "Fafe TV" são os 2 únicos veículos "oficiais" de informação. A outra empresa ligada à comunicação social está em "hibernação" e limita-se a ceder os direitos de rádio amputando, assim, o concelho de um órgão de informação importante. Entendo a opção, até porque conheço razoavelmente a empresa, mas lamento essa realidade.
A propósito do dia da rádio, Elsa Lima, no editorial do "Notícias de Fafe", lançava um apelo para trazer a Rádio Clube de Fafe para o seu papel original. Espero que seja possível montar um projecto à volta da licença mesmo tendo em conta os tempos de crise que atravessemos. Era Fafe que ficava a ganhar.
Até já!!!!




Comentários

  1. Sabes uma coisa que tens de bom, Ricardo? É que pões Fafe a pensar. Aquela parte de Fafe que pensa.

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  2. Amigo Hernâni: esta é, também, uma forma de eu pensar alto.
    É um exercício um pouco narcisista, como escrevi há dias noutro local mas quando há feed-back às minhas "provocações" sinto que as palavras cumpriram a sua missão.
    Quando não há, tudo bem na mesma. Fica para a próxima!
    Abraço

    ResponderEliminar
  3. Recebi uma chamada de atenção da parte do João Carlos Lopes por não ter referido o Montelongo Desportivo como "veículo oficial" de informação.
    Tem toda a razão mas a minha omissão deve-se ao facto da especificidade deste órgão de informação. Tenho a maior consideração pelo seu trabalho (bem como o Fafe Desportivo) e, sem favor, reconheço a imensa dedicação que o João dedica ao desporto em Fafe.
    Peço-lhe desculpa e espero que ele entenda a minha perspectiva.

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  4. Caro amigo,
    Os Independentes têm uma página no facebook onde vão dando conta da sua actividade. É o que se pode...
    Restaria o jornal local. Infelizmente, o Notícias de Fafe, no que à política diz respeito, sofre de parcialidade. Peço-te que vás reparando quantas vezes aparecem fotografias de outros agentes políticos que não sejam os ligados ao poder. Repara também como sempre que há um artigo sobre algo que se oponha ao poder, este termina sempre a citar uma nota explicativa da Câmara ou do PS. É sempre dada a última palavra a quem manda! Assim não é fácil…
    Fazia falta alguém como o Sr. Hernâni, sem pápas na língua!
    De qualquer maneira, registo a tua indicação e vou, no movimento a que pertenço, propor que arranjemos solução para o facto.
    Grande abraço.

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