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A mostrar mensagens com a etiqueta Raul Cunha

Quem vota contra?

Imagem retirada da internet Há uns dias fui surpreendido pela notícia do alinhamento do presidente Raul Cunha com o PSD e os IPF para chumbar uma proposta dos serviços do município apoiada nos votos da restante vereação socialista. Para além de tudo mais, este facto tem relevância política de alcance que ainda não consegui perceber. Passo a explicar: a coordenação prévia das reuniões camarárias é feita, com certeza, pelo presidente. Assim, acredito que ele tenha anunciado que não aprovaria o negócio. Nessa declaração foi, parece evidente, secundado pelos vereadores do PSD que integram o executivo. Também os IPF já haviam manifestado desconfiança relativamente ao caso.  Assim. será difícil perceber a subida do tema a reunião de câmara e mais, ainda, o voto favorável dos vereadores do PS. Ao que parece, a proposta terá suporte legal mas evidenciará contornos éticos pouco claros, Aplaudo a decisão de não sancionar comportamentos nebulosos e penso que é devida uma exp...

Mais um passo.

Reafirmo o que aqui disse há uns tempos: a actualidade política em Fafe está cada vez mais interessante! Este início de ano marca o início do fim de um processo longo, cheio de trapalhadas e revelador de uma certa passividade em relação aos acontecimentos. O fecho da proposta da revisão do PDM chega com mais de 10 anos de atraso e com virtudes ainda por provar mas vem encerrar uma das mais obscuras histórias da autarquia fafense. Umbilicalmente ligado a este processo está o vereador Eugénio Marinho que fez deste processo um dos seus "cavalos de batalha". Quer em campanha eleitoral, quer na sua acção executiva, o eleito pelo PSD sempre fez da revisão do plano director municipal uma das prioridades e inicia o ano de 2015 com um grande feito político. Obviamente teve a "cobertura" do restante executivo mas esta é muito mais uma vitória pessoal do que dos seus pares na câmara. Uma palavra para os técnicos do município, especialmente ao engenheiro Hélder...

1 ANO DEPOIS

Quase a celebrar-se um ano sobre a tomada de posse do executivo camarário de Fafe, o semanário "Noticias de Fafe" fez uma ronda de entrevistas com os líderes políticos ali representados. Registo a elevação, educação e respeito entre eles  a sinceridade que transparece das suas palavras, o empenho de todos em contribuir para o desenvolvimento do concelho e o distanciamento em relação à politiquice. Registo um "apagão" dos restantes vereadores do PS (com referências muito vagas nas 3 entrevistas) fruto, talvez, da ascensão da imagem do Presidente e cabeça de lista desse partido. Essa é, para mim, a nota mais unânime: a surpresa, pela positiva, da acção, da postura e da capacidade do Dr Raul Cunha. Comungo, pessoalmente, dessa opinião. Há, reconhecidamente, uma nova filosofia naquela casa algo que já tinha sentido e confessado aqui  mas que me sinto obrigado a voltar a referir. Serão ao nível da comunicação as diferenças mais visíveis e é da mais elemen...

Parcídio vs Moncho

           VS Nos últimos dias, os media têm trazido a público um novo ataque dos IPF ao projecto Fafe Cidade das Artes, em geral, e a Moncho Rodriguez, em particular. Francamente, do que li e ouvi, não fui capaz de retirar uma razão objectiva para a oposição dos IPF e de Parcidio Summavielle. Tirando a parte do FCA ser um projecto pago pelo município. Criticas à valia do projecto, à sua dimensão artística, técnica ou pedagógica, não captei. Pela informação que tenho, instituições como a Coopfafe e o ACR de Fornelos, instituições dirigidas por vereadores deste movimento político, foram (ainda são?) receptoras de acções incluídas neste projecto artístico. E muito bem, em minha opinião. No entanto, a ser verdade que essa colaboração existiu, tenho alguma dificuldade em aceitar esta postura dos vereadores dos IPF e do seu líder (particularmente agressivo nas últimas intervenções). Claro que todos temos direito a elogiar ou criticar esta ou ...

Entrevista a Raul Cunha

Acabei de ler a entrevista do novo presidente da câmara ao Correio do Minho e confesso que gostei da dinâmica lá expressa. Não que isso seja um sentimento que passa para os munícipes (pelo menos não chega até mim) mas pelo que representa de corte com o passado. O espírito é de abertura e concordo que é tempo de acabar com um estilo mais austero que emanava daquele edifício. Reconhecendo as suas próprias falhas (não ter conseguido congregar o partido que o candidatou) a dimensão mais "terrena" manifesta-se. O espírito de diálogo com os parceiros de executivo e com a oposição sem pelouros é, na minha opinião, um sinal dos novos tempos. O passado mostrou-nos uma acção mais incisiva, alicerçada na maioria absoluta, com respeito pelas oposições mas sem lhes atribuir uma importância por aí além.  Onde achei menos consistente a entrevista, curiosamente, foi na área da sua formação: a saúde. Achei que a ideia que Raul Cunha tem do processo é ainda mais confusa do que a da...