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As saudades que (não) tinha disto!

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Os últimos tempos têm sido marcados por uma grande agitação.
Sinal dos tempos acelerados que vivemos e da urgência que colocamos nas coisas. O infame urgente que não nos deixa tratar daquilo que é importante.
Da política, ao desporto. Da religião aos temas mais sociais tudo tem estado ao rubro neste canteiro à beira-mar plantado. Muitas vezes me interrogo se será o efeito Marcelo. O contágio do frenesim do nosso Presidente a todos nós. 
Não! Não me parece. São mesmo outros tempos e temos de nos adaptar.

Tudo o que é dito ou escrito é amplificado mas, também, rapidamente abafado pela "next big thing". Parece-me que se fala muito e se pensa pouco. Isso não pode ser um bom sinal! Acresce que os social media são ferramentas poderosas para os cobardes e mal-intencionados. Principalmente contra os que não se inibem de se expressar.
Não serão ameaças e insultos que me calarão se e quando entender dizer algo. Admito não ser a pessoa mais consensual do mundo mas também não sou um extremis…

Momento da verdade

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Entrando na segunda metade do mandato autárquico, a coligação que governa o concelho de Fafe dá mostras que o caminho vai começar a ter algumas "pedras".
Aparentemente, é chegada a altura de separar o trabalho dos vereadores pelo partido que os elegeu. Há uns meses que os vereadores eleitos pelo PSD haviam optado por comunicar as suas intervenções de uma forma independente, em relação ao restante executivo.
O voto de aprovação do Plano e Orçamento para 2016 foi objecto de justificação por parte do PSD como sendo documentos em linha com o programa que o partido levou às eleições de 2013. Isso tem sido realçado, nos últimos dias, através de uma comunicação forte, principalmente, nas páginas de Facebook dos vereadores (para além de algumas páginas pessoais).
Parece ser um sinal que 2016 será o inicio da demarcação entre os parceiros de coligação. Espero que isso não afecte o relacionamento institucional entre a vereação e que o município continue a ser governável. Haverá, com …

PORTUGAL 2015

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Este espaço tem andado "adormecido" muito à imagem de um país em suspenso das decisões dos nossos políticos. De facto, os acontecimentos têm sido tantos e tão rápidos que tenho sido surpreendido pela sua dinâmica que não permite uma opinião amadurecida.
Nesta altura dos acontecimentos quero deixar o meu agradecimento ao Primeiro-Ministro ontem derrubado pelo trabalho desenvolvido pelo seu anterior governo. Não estendo esse cumprimento ao seu vice porque entendo que não o merece, embora no seu partido, o CDS, haja quem também tenha "remado" na mesma direcção.
Infelizmente não iremos ver o que faria Passos Coelho numa conjuntura diferente mas o resultado das eleições ditaram este possível arranjo. Quando decidi votar na coligação "Portugal à Frente" optei pela proposta que me parecia a mais confiável e disso não me arrependo.
Aparentemente, será a vez do PS formar o seu governo. Confesso que gosto de muitas coisas que estão no seu programa mas desconfio (a…

O novo mapa político

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Portugal escolheu mudar...poucochinho!!!!
É um facto indesmentível que a coligação Portugal à Frente foi a força política mais votada. Ainda não é um facto (embora seja provável) que o PSD seja o partido político com mais mandatos na AR ontem eleita. É um facto que a tão aclamada campanha do BE teve reflexo na votação obtida com um crescimento exponencial do número de deputados. É um facto que, em relação a 2001, o PS subiu a sua votação, elegeu mais deputados e contribuiu para retirar a maioria absoluta aos partidos que governaram nos últimos anos. 
Factos que são traduzidos pela votação de ontem que viu a abstenção subir novamente e que muito provavelmente terá a sua explicação na quantidade de inscritos que não estão no país.
Curiosamente, o maior de todos os derrotados de ontem é António Costa que, mais do que não ganhar a eleição, conseguiu perder, algo que poucos acreditariam ser possível há não muito tempo. O mesmo António Costa que "despediu" o anterior líder do par…

As razões de um voto

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Está quase na hora de sermos chamados a escolher os nossos deputados para nova legislatura. Como sempre fiz, responsavelmente, comparecerei na minha assembleia de voto para exercer esse meu direito.

Não sou filiado em nenhum partido e confio mais em pessoas do que nas siglas a coberto das quais concorrem a uma eleição. Ainda que considere os partidos políticos indispensáveis ao funcionamento do país, não é a "bandeira" que me impele a votar.
Tento estar o mais informado possível acerca dos assuntos que dizem respeito a uma governação (nacional ou local) e daí retiro o meu sentido de voto em cada eleição. Nesta altura já posso dizer que o meu sentido de voto está definido.

Nas legislativas 2015 ele será depositado na coligação "Portugal à Frente".
Essa minha decisão está directamente ligada à maior confiança que essa proposta política me confere em contraponto com a do Partido Socialista, porventura mais sedutora. Os anos de crise que ainda atravessamos aconselham …

Requiem pela Naturfafe

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Em reunião de câmara foi hoje dado o início ao "enterro" da Naturfafe.
Confesso que sinto já uma pontinha de nostalgia pela falência definitiva de uma boa ideia completamente assassinada pelo accionista maioritário, o Município de Fafe. Recrimino-me por não ter conseguido lutar contra a condução errada dos destinos da cooperativa mas muitos sabem que tentei. Admito que não tenha ido tão longe quanto deveria ter ido e essa é, em minha opinião, toda a minha culpa.
Nesta altura o mais importante é proteger os postos de trabalho e isso está a ser tentado até ao limite pelo executivo ainda que, nesta altura, não se possa dizer que os trabalhadores estão protegidos. O enquadramento legislativo é "apertado" mas sei que tudo está a ser feito para atingir o objectivo da internalização do quadro de pessoal. Espero, sinceramente, que isso seja conseguido embora já se saiba que muitos vão ver os seus vencimentos reduzidos. Será o menor dos males mas não posso deixar de me man…

Altice em Fafe

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Até há pouco tempo perfeitamente desconhecida da esmagadora maioria dos portugueses, esta empresa emergiu desse anonimato com a compra da PT Portugal e figura, agora, como a grande esperança para a recuperação do emprego em Fafe e Vieira do Minho (terra natal de um dos seus grandes accionistas).

Para Fafe ou qualquer outra localidade, a criação de 300 postos de trabalho, sendo crível que não sejam todos numa fase inicial, funcionou como um gatilho que fez disparar a atenção de todos nós. É um projecto prioritário e deve ser encarado como tal.

No entanto, nada justifica a trapalhada em que o município de se enredou acerca da localização deste projecto. Decisões precipitadas raramente são acertadas e as correcções posteriores são sujeitas a custos políticos. Sublinho que concordo com a agilização da decisão mas, ainda assim, a aprovação da contracção de um empréstimo para a construção de um edifício num local para, dias mais tarde, ser indicado outro local sugere que o assunto não foi …