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Pensar Fafe

Imagem retirada da internet

Uma das minhas maiores críticas aos poderes instalados é a pouca abertura a ideias que venham de fora da sua "entourage". Não sendo os nossos eleitos os donos do saber, penso que seria de todo aconselhável que abrissem uma discussão sobre as melhores ideias para um desenvolvimento sustentável e harmonioso.

Claro que entendo que há um programa para cumprir. Esse programa foi apresentado, votado e eleitos os seus proponentes. Também sei que são muito poucas as pessoas que lêem esses documentos. Tenho como exemplo as últimas autárquicas em que me vi obrigado a pedir às diversas forças políticas o "favor" de me enviarem o seu programa!!!!

Para além disso, os programas são documentos políticos que estão formatados para captar votos e não para pensar o território como suporte da vida em sociedade. Só uma visão externa mas interessada, racional mas apaixonada, será capaz de, sem a pressão do tempo e das agendas, pensar convenientemente estratégias de desenvolvimento.

Em vésperas de conhecermos as orientações do novo Quadro Comunitário de Apoio era boa altura para se lançar uma grande discussão sobre aquilo que queremos para Fafe em 2020-2030.

Essa iniciativa teria, necessariamente, de emanar da dita "sociedade civil", terá sempre de envolver uma grande mole de pessoas, muito diferentes entre si, com formas muito díspares de pensar com um único elo entre elas: o amor à sua cidade.

Essa diversidade seria a verdadeira riqueza desta "empreitada" e ao poder político estaria reservada a tarefa de participar activamente com a sua visão, de “alimentar” de informação e dados claros mas deverão ter o desprendimento de rejeitar a liderança, coordenação ou iniciativa deste projecto.

Eu, pela minha parte, estou disponível para desempenhar o meu papel, contribuindo com as minhas ideias, as minhas competências, essencialmente, na minha área de formação: o turismo.

Haverá mais gente disponível?

Até já!!!!


Comentários

  1. Caro Ricardo,
    É uma ideia óptima. Manifesto a minha disponibilidade para ajudar e participar, assim consideres útil.
    Creio que se deverá começar já e, desde logo, procurando saber quais os critérios que estão na base da revisão ao PDM, discutindo-os e, sendo possível, influenciando positivamente as opções seguidas.
    Alerto para a mais que provável recusa do poder em discutir estes assuntos!

    ResponderEliminar
  2. Gosto do comentário do Hernâni... vai-se lá saber porquê?!?!?!?!?
    Gostar da nossa terra, leva-nos a escrever muitas coisas sobre ela, vejam lá, até dar ideias aos políticos o que deveria ser feito... E, ao que se tem assistido, não hesitam em pegar nelas se encontram a sua viabilidade... pois bem, quando precisam não vêm ter connosco mas procuram gabinetes próprios e pagam-lhes a peso de ouro! Ainda me lembro quando escrevia que era preciso Produção Cultural para Fafe... porque já havia programação... Se querem melhor, escolham os melhores... ou paguem avenças como fazem com os outros...

    ResponderEliminar
  3. Quase sempre, em qualquer regime político, quando a sociedade civil emerge com força, forma e conteúdo, os poderes instalados grunhem e inquietam-se Podemos ousar dar-lhe algumas pérolas, serão certamente mais estruturadas e amadas, que as avençadas. Se eles saberão depois, compor o "colar", aí é que já tenho dúvidas...

    Clara Paredes Castro

    ResponderEliminar
  4. Viva,

    Deixo aqui link sobre os novos Programas Operacionais, Temáticos e Regionais – versões preliminares para download:

    http://www.ccp.pt/CCP/pt-PT/CCP.aspx (posições/documentos)
    http://www.ccp.pt/CCP/pt-PT/25/1128/Doc1.aspx
    http://www.ccp.pt/HttpHandlers/File.ashx?ID=980&CID=1128

    Boas reflexões.
    Luís Carvalho

    ResponderEliminar

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