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Mensagens

Novo Rumo

Imagem retirada da internet Em tudo na vida é necessário traçar um rumo. Saber para ONDE vamos é mais importante do que saber COMO vamos. A forma como lá chegamos pode variar, ser alterada, ser uma combinação de diversos meios. Importante é saber onde queremos ir. No entanto, há momentos em que precisamos avaliar o nosso rumo. Há condicionantes que nos fazem desviar do caminho traçado. Aqui é necessário saber parar para reflectir e traçar um novo percurso. Dessa avaliação resultarão novas directrizes que nos deverão guiar e que deveremos perseguir com afinco porque a mudança faz parte do nosso ser. Não considero que mudar seja, necessariamente, uma coisa má. Antes, uma inevitabilidade da nossa condição. Claro que é necessário haver coragem para empreender esta alteração. Como todas as mudanças, poderá ser traumático alterar um percurso depois deste iniciado. Insistir no erro não é solução e quanto mais tarde demorarmos a operar a mudança mais radical esta terá de ...

A Quinta do Confurco

Há uns anos atrás o município de Fafe adquiriu a chamada "Quinta do Confurco" para, ao que diziam, evitar que aí fosse plantada uma extensa área de eucaliptal. Iniciativa de louvar quer pela preservação da identidade da paisagem quer pela protecção daquela área em relação aos incêndios florestais (essa praga que, oportunamente, abordarei neste espaço). Em 2012 novo passo foi dado para devolver aquele espaço à paisagem serrana: a reflorestação com espécies autóctones, projecto apoiado por verbas do "PRODER" e envolvendo a população nesse propósito. Até aqui tudo foi bem feito e, embora não tivesse sido pensado, a reacção a uma espécie de agressão foi rápida e incisiva. As minhas inquietações começam agora.  Quais são os planos do município para aquele activo (um grande activo, reforço) do nosso concelho? Antes de mais, na minha opinião, a defesa contra os já referidos incêndios deverá ser a maior preocupação. Sabendo que o Turismo de Natureza é uma ve...

Vozes de Fafe

Foto retirada de www.notíciasdefafe.com Ao fim de três meses no cargo o presidente do município de Fafe concedeu uma grande entrevista ao Notícias de Fafe . Foram abordadas as mais prementes áreas da governação e um pouco esquecidos ficaram os temas mais político-partidários até porque o Dr. Raul Cunha não é um político como era (é), por exemplo, o Dr. José Ribeiro. Retive a diplomacia em relação aos parceiros de governação e à oposição, o reconhecimento da sua falha em puxar o PS para junto de si e a relação com o partido que (não) é o seu. Simples e eficaz! O que mais facilmente se retém, até porque tem chamada na primeira página, é a marcação do seu espaço. Agradecendo a herança de contas equilibradas e assumindo os compromissos que vêm do anterior executivo como sendo seus, na entrevista fica claro que este é um novo tempo, com novos protagonistas e com novas opções. Nada mais normal. O ano em curso estará muito condicionado por factores de diversa ordem: o facto de o...

Clube Automóvel de Fafe

Uma coisa que sempre me estranhou foi a inexistência, em Fafe, de uma associação orientada para o desporto automóvel! A que se deverá esse facto? Num concelho que se quer afirmar como a “Catedral dos Ralis”, mas com outras marcas no desporto automóvel, vêm de fora da terra os organizadores de provas. Há capacidade técnica, logística, desportiva mas não há o “Clube Automóvel de Fafe”! Há “capital” natural, humano, económico (peço desculpa pela redundância) mas não há “Associação Automóvel de Fafe”! Uma associação deste tipo não teria muita dificuldade em garantir a sua actividade e todos nós ficaríamos a ganhar com isso. Não querendo desprestigiar outros clubes que cá vêm organizar as suas provas, tenho a certeza que as competências que por aqui existem nada ficam a dever àquelas que “importamos”. Que faltará, então? Pelo que me parece faltará uma vontade agregadora, capacidade de afirmação, arrojo e desprendimento. Em linguagem automobilística, falta “motor”. Em véspe...

AGRADECIMENTO

Sendo este um meio que uso para comunicar, não podia deixar de aqui vir agradecer, comovido, a amizade, o carinho, a atenção que muita gente entendeu dedicar à memória da minha MÃE. Faço-o em meu nome pessoal mas estendo o agradecimento à minha família que sentiu o mesmo que eu. Peço desculpa pela incapacidade que revelei para responder às mensagens, telefonemas, visitas (alguns fazendo muitos quilómetros apenas para estarem perto de nós), etc, etc. Não estive à altura de merecer o vosso respeito! Nas mais diversas formas fui receptor das vossas mensagens e fiquei, digo-o abertamente, extremamente sensibilizado. Orgulhoso, também. Vaidoso, até. Para mim, que sou extremamente suspeito, a minha MÃE foi um ser humano maravilhoso e aquilo que tenho de bom, em grande parte, a ela o devo. O que tenho de mau foi aquilo que ela não conseguiu moldar em mim. Sendo isto verdade, a melhor maneira que tenho de ser merecedor da MÃE que tive é tentar ser cada dia melhor, cada dia mais ver...

Fafe Cidade das Artes

Penso que dizer mal seja mais popular do que elogiar. Penso, também, que quem me conhece sabe que isso não influencia aquilo que tenho para dizer. Assim sendo, aqui estou para dizer que o projecto "Fafe Cidade das Artes" é um das melhores ideias que "desembarcaram" neste concelho. Antes de mais pelo efeito agitador que se manifesta em muitas associações do concelho. O trabalho das nossas associações é agora mais visível, pelo menos para mim, e belas surpresas tenho descoberto. Até aqui poderia dizer-se que o defeito era meu que andei muito tempo distraído. Aceito, sem dificuldade, essa observação. O projecto teve o condão de fazer "pontes" e estabelecer parcerias com muitas das associações atrás referidas e esse trabalho em parceria é a essência daquilo que penso dever ser o papel destas instituições. Com isso todos crescerão e se tornarão melhores e todos saem a ganhar. Este é um ganho mais importante do que aquele que resulta da programação...

Ecos

Esmagado!!!! É assim que me sinto com o impacto do meu anterior post. Desde comentários, aqui e no facebook, simples "gosto" no FB, telefonemas, sms, interpelações pessoais, artigos no jornal local. Agradeço àqueles que gastaram o seu tempo a ler aquilo que escrevi sobre a Naturfafe. Aparentemente, este é um assunto que "mexe" com as pessoas! Não consegui, ainda, perceber porquê e, por certo, haverá motivações várias para as reacções. O que me admira mais, no entanto, são alguns ensurdecedores silêncios de gente que opina, regularmente, sobre tudo o que mexe. Para estes já será mais fácil encontrar razões para o seu "assobiar para o lado". Conformismo, indiferença, concordância com o status quo ou simples cobardia. É para estes que dirijo as palavras seguintes. Apesar de não ter vivido nos tempos da ditadura com plena consciência, por ter 6 anos na altura do 25 de Abril de 1974, imagino que algumas pessoas sintam, nestes tempos, algo par...