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A mostrar mensagens com a etiqueta Fafe

Momento da verdade

Retirada da Internet Entrando na segunda metade do mandato autárquico, a coligação que governa o concelho de Fafe dá mostras que o caminho vai começar a ter algumas "pedras". Aparentemente, é chegada a altura de separar o trabalho dos vereadores pelo partido que os elegeu. Há uns meses que os vereadores eleitos pelo PSD haviam optado por comunicar as suas intervenções de uma forma independente, em relação ao restante executivo. O voto de aprovação do Plano e Orçamento para 2016 foi objecto de justificação por parte do PSD como sendo documentos em linha com o programa que o partido levou às eleições de 2013. Isso tem sido realçado, nos últimos dias, através de uma comunicação forte, principalmente, nas páginas de Facebook dos vereadores (para além de algumas páginas pessoais). Parece ser um sinal que 2016 será o inicio da demarcação entre os parceiros de coligação. Espero que isso não afecte o relacionamento institucional entre a vereação e que o município c...

Altice em Fafe

Retirado da Internet Até há pouco tempo perfeitamente desconhecida da esmagadora maioria dos portugueses, esta empresa emergiu desse anonimato com a compra da PT Portugal e figura, agora, como a grande esperança para a recuperação do emprego em Fafe e Vieira do Minho (terra natal de um dos seus grandes accionistas). Para Fafe ou qualquer outra localidade, a criação de 300 postos de trabalho, sendo crível que não sejam todos numa fase inicial, funcionou como um gatilho que fez disparar a atenção de todos nós. É um projecto prioritário e deve ser encarado como tal. No entanto, nada justifica a trapalhada em que o município de se enredou acerca da localização deste projecto. Decisões precipitadas raramente são acertadas e as correcções posteriores são sujeitas a custos políticos. Sublinho que concordo com a agilização da decisão mas, ainda assim, a aprovação da contracção de um empréstimo para a construção de um edifício num local para, dias mais tarde, ser indicado outro ...

Feiras Francas 2015

Imagem Oficial Fechou-se o "pano" sobre as Feiras Francas 2015, em Fafe. Uma edição que assinala o regresso da organização à esfera do município, relegando a Cofafe para simples colaborador nas actividades mais relacionadas com o mundo rural. Tal como sempre deveria ter sido, na minha opinião. De relevante nesta edição tivemos o fim da Expo Rural, muito criticada pela perda de identidade, a eliminação da entrada paga e a escolha do parque da cidade para a realização do evento. Pelo que pude avaliar, todas estas escolhas se revelaram acertadas. Há, de facto, uma nova forma de organizar eventos em Fafe. Escolhas criteriosas, atenção aos pormenores, ir ao encontro da "vox populi", tentando agradar àqueles que, no fundo, são os destinatários destas organizações: a população fafense. Por imperativos legais, o organizador oficial foi o Rancho Folclórico de Fafe mas, no terreno, continua a ser a Naturfafe que representa a força de trabalho da organizaçã...

1 ANO DEPOIS

Quase a celebrar-se um ano sobre a tomada de posse do executivo camarário de Fafe, o semanário "Noticias de Fafe" fez uma ronda de entrevistas com os líderes políticos ali representados. Registo a elevação, educação e respeito entre eles  a sinceridade que transparece das suas palavras, o empenho de todos em contribuir para o desenvolvimento do concelho e o distanciamento em relação à politiquice. Registo um "apagão" dos restantes vereadores do PS (com referências muito vagas nas 3 entrevistas) fruto, talvez, da ascensão da imagem do Presidente e cabeça de lista desse partido. Essa é, para mim, a nota mais unânime: a surpresa, pela positiva, da acção, da postura e da capacidade do Dr Raul Cunha. Comungo, pessoalmente, dessa opinião. Há, reconhecidamente, uma nova filosofia naquela casa algo que já tinha sentido e confessado aqui  mas que me sinto obrigado a voltar a referir. Serão ao nível da comunicação as diferenças mais visíveis e é da mais elemen...

Revisão do PDM de Fafe

Imagem retirada da Internet Parece que, ao fim de mais de uma década de avanços e recuos, promessas entretanto desmentidas e outras peripécias, será desta que o plano director municipal de Fafe será revisto. Sendo este um instrumento de planeamento de um território relativamente recente na nossa história (pelo menos de uma forma obrigatória e sistemática) a revisão desse documento ao fim de 20 anos chega com algum atraso. A alteração do enquadramento legislativo "obrigou" a acelerar o processo o que, como é normal em Portugal, colocou certa pressão para o cumprimento dos prazos. Era assim ou manter os planos e submeter o documento a um regime legal mais restritivo (o que, em si, não era propriamente um defeito) e a uma nova "derrapagem" de datas. Defendo que não há mais tempo a perder e, assim, subscrevo a opção do executivo camarário. Esta situação poderá resultar em erros por falta de amadurecimento das opções mas, convenhamos, nunca haveria a...

Novo fôlego para o PS

Imagem retirada da internet Terminou hoje a grande novela em volta da liderança do PS.  Há 3 anos se sabia que António José Seguro não chegaria a disputar as legislativas. Os altos poderes do partido nunca permitiriam que isso acontecesse, como se demonstrou. Chega António Costa e isso parece animar as massas socialistas. O partido vem num ciclo vitorioso e este novo élan terá, presume-se, a capacidade de mobilizar o seu eleitorado rumo a uma vitória em 2015.  Veremos se será assim. Começou mal o vencedor destas eleições (chamemos-lhe assim) ao não ter uma única palavra para o seu adversário nesta "corrida". Até porque Seguro foi líder numa fase particularmente difícil para os socialistas. Ingratidão é uma coisa muito feia mas muito habitual na política. Depois não se admirem com a distância entre a política (os políticos, melhor dizendo) e as pessoas. Acho, também, que o agora candidato a 1º ministro (!!!) deveria ter anunciado o que faria depois ...

Fafe: onde tudo acontece!

Imagem retirada da internet Em Fafe parece que gostamos das coisas "secretas". Para um concelho com esta dimensão, há uma oferta de acontecimentos verdadeiramente notável mas, fora de determinados círculos, a informação não passa.Não divulgamos, não comunicamos, não chamamos gente para junto de nós. Que razões concorrerão para isto? Em minha opinião começa por um certo amadorismo nesta área. Depois porque se fazem os eventos com orçamentos "curtos" e, erradamente, a comunicação é sempre uma das rubricas sacrificadas. Ainda, um certo provincianismo ao não acreditar na nossa capacidade de realização e de atracção de públicos diferentes. Daqui resulta que uma agenda recheada passe (quase) completamente despercebida até aos fafenses quanto mais a forasteiros. Por outro lado, uma agenda demasiado preenchida potencia a saturação do público. Ainda para mais quando esse universo se reduz através de uma deficiente comunicação. A solução para isto seria ...

Pensar Fafe

Imagem retirada da internet Uma das minhas maiores críticas aos poderes instalados é a pouca abertura a ideias que venham de fora da sua "entourage". Não sendo os nossos eleitos os donos do saber, penso que seria de todo aconselhável que abrissem uma discussão sobre as melhores ideias para um desenvolvimento sustentável e harmonioso. Claro que entendo que há um programa para cumprir. Esse programa foi apresentado, votado e eleitos os seus proponentes. Também sei que são muito poucas as pessoas que lêem esses documentos. Tenho como exemplo as últimas autárquicas em que me vi obrigado a pedir às diversas forças políticas o "favor" de me enviarem o seu programa!!!! Para além disso, os programas são documentos políticos que estão formatados para captar votos e não para pensar o território como suporte da vida em sociedade. Só uma visão externa mas interessada, racional mas apaixonada, será capaz de, sem a pressão do tempo e das agendas, pensar convenientem...

Quem tem medo da "Monarquia"?

Muito se fala, em Fafe, na dinastia Summavielle e de um suposto assalto ao poder local! O inenarrável presidente da Assembleia Municipal chegou a pedir ao Parcídio Summavielle para não se voltar a candidatar!!!  Porque não!?  Aparentemente, Laurentino Dias estende a lei de limitação de mandatos às tentativas para ser eleito. Anedótico. Tenho lido que há um projecto de poder da família Summavielle. Nunca ninguém explicou o que era isso mas o que se infere é que seria uma espécie de "golpe de estado". Tudo isso está vertido em expressões como: " feudos senhoriais", " animais políticos desejosos de sangue", " dissidentes comprometidos", " grupo de amigos criado por eles e para eles e por isso só existe com eles", "m ais que sede, tem febre e ganância de poder", " menino do papá"  que, numa busca rápida, encontrei publicadas. Quem tem medo da família Summavielle? Tanto quanto eu sei, em Fafe não foi implan...

Ruralidade

Uma das marcas do progresso, em Fafe mas também no país, é a recusa do seu carácter rural e a afirmação da urbanidade através da valorização do sector terciário como vector de desenvolvimento. Esta é uma visão complexada que interessa desmontar em favor do desenvolvimento sustentável de um concelho, uma região, um país. O que o sector primário tinha de negativo eram as condições de vida, a falta de protecção social, a ignorância, a falta de investimento e de investigação. A actividade, em si, é das mais nobres que pode haver e, nos dias de hoje, transformou-se num sector com potencial de sucesso muito grande. Hoje, qualquer pessoa mais ou menos informada, sabe reconhecer a importância estratégica do sector primário na economia de um país. A crise económica trouxe para primeiro plano a necessidade de produzir em lugar de importar. Vem tudo isto a propósito de juntar uma ideia da Naturfafe, a "Feira das Coisas", com uma ideia "copiada", por exemplo, de Guima...

Tempo de mudança

Sopram ventos de mudança em Fafe! Sendo ainda muito cedo para se perceber se estas mudanças têm carácter permanente, é inegável que há uma nova dinâmica no executivo municipal. A nova realidade na distribuição dos mandatos alterou, espero que de forma permanente, o relacionamento entre os munícipes e o município. Depois de muitos anos de uma câmara fechada sobre si mesma, é tempo de abrir as portas e torná-la a casa de todos os fafenses. São pequenos sinais mas que apontam para um caminho de comunicação e proximidade: mais atenção ao site oficial, com novas funcionalidades, página oficial do facebook, reorganização interna, entre outros. Reconhecendo o pouco tempo de trabalho que este executivo leva, é motivo para nos sentirmos esperançados numa nova era. No entanto, este ímpeto traz uma responsabilidade de não esmorecer, de fazer mais, de ir mais longe. Comunicar, informar, abrir as portas é um bom princípio mas é necessário gerir, desburocratizar, motivar. Gerir recur...