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Feiras Francas 2015

Imagem Oficial Fechou-se o "pano" sobre as Feiras Francas 2015, em Fafe. Uma edição que assinala o regresso da organização à esfera do município, relegando a Cofafe para simples colaborador nas actividades mais relacionadas com o mundo rural. Tal como sempre deveria ter sido, na minha opinião. De relevante nesta edição tivemos o fim da Expo Rural, muito criticada pela perda de identidade, a eliminação da entrada paga e a escolha do parque da cidade para a realização do evento. Pelo que pude avaliar, todas estas escolhas se revelaram acertadas. Há, de facto, uma nova forma de organizar eventos em Fafe. Escolhas criteriosas, atenção aos pormenores, ir ao encontro da "vox populi", tentando agradar àqueles que, no fundo, são os destinatários destas organizações: a população fafense. Por imperativos legais, o organizador oficial foi o Rancho Folclórico de Fafe mas, no terreno, continua a ser a Naturfafe que representa a força de trabalho da organizaçã...

Quo Vadis, COFAFE?

Imagem retirada da internet No início deste ano fui desafiado por um grupo de amigos a integrar uma lista candidata aos órgãos sociais da Cooperativa dos Produtores Agrícolas de Fafe (Cofafe). Confesso que, num primeiro momento, me socorri do argumento da falta de tempo para abraçar esse projecto. Quando entro num grupo é para fazer parte dele de corpo inteiro e não, apenas, para fazer número. Após me actualizarem sobre a situação actual da Cofafe não tive como recusar. A Cofafe é uma instituição da maior importância no concelho. A agricultura tem, ainda, um peso considerável no tecido económico fafense. Não apenas como actividade principal mas, também, como actividade acessória para elevar a qualidade de vida da população. Recentemente, em sede de revisão do PDM, a autarquia definiu a actividade agrícola como estratégica para o desenvolvimento do concelho. Estes factos não se coadunam com a realidade actual da Cofafe: uma cooperativa desacreditada, com uma gestão altamen...

Ruralidade

Uma das marcas do progresso, em Fafe mas também no país, é a recusa do seu carácter rural e a afirmação da urbanidade através da valorização do sector terciário como vector de desenvolvimento. Esta é uma visão complexada que interessa desmontar em favor do desenvolvimento sustentável de um concelho, uma região, um país. O que o sector primário tinha de negativo eram as condições de vida, a falta de protecção social, a ignorância, a falta de investimento e de investigação. A actividade, em si, é das mais nobres que pode haver e, nos dias de hoje, transformou-se num sector com potencial de sucesso muito grande. Hoje, qualquer pessoa mais ou menos informada, sabe reconhecer a importância estratégica do sector primário na economia de um país. A crise económica trouxe para primeiro plano a necessidade de produzir em lugar de importar. Vem tudo isto a propósito de juntar uma ideia da Naturfafe, a "Feira das Coisas", com uma ideia "copiada", por exemplo, de Guima...