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A mostrar mensagens com a etiqueta Naturfafe

Requiem pela Naturfafe

Logótipo Oficial Em reunião de câmara foi hoje dado o início ao "enterro" da Naturfafe. Confesso que sinto já uma pontinha de nostalgia pela falência definitiva de uma boa ideia completamente assassinada pelo accionista maioritário, o Município de Fafe. Recrimino-me por não ter conseguido lutar contra a condução errada dos destinos da cooperativa mas muitos sabem que tentei. Admito que não tenha ido tão longe quanto deveria ter ido e essa é, em minha opinião, toda a minha culpa. Nesta altura o mais importante é proteger os postos de trabalho e isso está a ser tentado até ao limite pelo executivo ainda que, nesta altura, não se possa dizer que os trabalhadores estão protegidos. O enquadramento legislativo é "apertado" mas sei que tudo está a ser feito para atingir o objectivo da internalização do quadro de pessoal. Espero, sinceramente, que isso seja conseguido embora já se saiba que muitos vão ver os seus vencimentos reduzidos. Será o menor dos males ...

Feiras Francas 2015

Imagem Oficial Fechou-se o "pano" sobre as Feiras Francas 2015, em Fafe. Uma edição que assinala o regresso da organização à esfera do município, relegando a Cofafe para simples colaborador nas actividades mais relacionadas com o mundo rural. Tal como sempre deveria ter sido, na minha opinião. De relevante nesta edição tivemos o fim da Expo Rural, muito criticada pela perda de identidade, a eliminação da entrada paga e a escolha do parque da cidade para a realização do evento. Pelo que pude avaliar, todas estas escolhas se revelaram acertadas. Há, de facto, uma nova forma de organizar eventos em Fafe. Escolhas criteriosas, atenção aos pormenores, ir ao encontro da "vox populi", tentando agradar àqueles que, no fundo, são os destinatários destas organizações: a população fafense. Por imperativos legais, o organizador oficial foi o Rancho Folclórico de Fafe mas, no terreno, continua a ser a Naturfafe que representa a força de trabalho da organizaçã...

A mal-amada Naturfafe

Começo por esclarecer: represento 13% do capital da Naturfafe, sou director desta cooperativa desde a sua fundação até aos dias de hoje, elaborei a sua definição estratégica, colaborei com outro director (da parte privada) numa proposta de reorganização dos recursos humanos e sempre estive comprometido com o seu objectivo e, por isso, dediquei muitas horas do meu tempo a esta instituição. Nada do que é dito acima me retira o espírito crítico (de auto-crítica, também) e continuo a sentir-me livre para emitir uma opinião desta vez até numa perspectiva diferente. Desta vez faço parte do sujeito que, desde o seu aparecimento, foi olhada com desconfiança e descrença. O que era uma boa ideia rapidamente passou a ser desvirtuada. Desde logo com a nomeação do seu administrador-delegado, António Teixeira Alves, figura que havia saído do executivo (onde tutelava a actividade) bastante fragilizado por declarações públicas do antigo presidente da câmara, José Ribeiro. O objecto apresenta...

Ruralidade

Uma das marcas do progresso, em Fafe mas também no país, é a recusa do seu carácter rural e a afirmação da urbanidade através da valorização do sector terciário como vector de desenvolvimento. Esta é uma visão complexada que interessa desmontar em favor do desenvolvimento sustentável de um concelho, uma região, um país. O que o sector primário tinha de negativo eram as condições de vida, a falta de protecção social, a ignorância, a falta de investimento e de investigação. A actividade, em si, é das mais nobres que pode haver e, nos dias de hoje, transformou-se num sector com potencial de sucesso muito grande. Hoje, qualquer pessoa mais ou menos informada, sabe reconhecer a importância estratégica do sector primário na economia de um país. A crise económica trouxe para primeiro plano a necessidade de produzir em lugar de importar. Vem tudo isto a propósito de juntar uma ideia da Naturfafe, a "Feira das Coisas", com uma ideia "copiada", por exemplo, de Guima...